10 Maio 2010

Universo (Benfiquista) Delirante


E numa hora destas, que palavras podemos usar para expressar aquilo que só um emocionado silêncio traduz?

09 Abril 2010

Ouvi dizer


05 Abril 2010

Do outro lado do espelho...

Para G. (agora e sempre, o outro lado do espelho)

Abri o meu coração e deixei sair tudo aquilo que lá estava fechado... Deixei correr os rios de sangue que, até aqui, tinha conseguido conter... Abri-te o meu coração...

Sem pensar nem medir as palavras (ou talvez por as medir de mais...) falei-te com a sinceridade de um crente... Confessei-me sem medo e assumi os calvários dos meus pensamentos...

Assumi que vivo dividido entre o quotidiano e o outro lado do espelho... Que cada gesto meu, cada passo, cada pensamento, tem no espelho o seu reflexo... Que cada decisão, agora, é pensada e pesada como se não houvesse amanhã...

Nada fiz para merecer isto... Acredita, nada fiz... Mas nada fiz para merecer que tudo acabe e que a tua luz se apague no meu peito...

Convencionei ser um ser normal, com forças e fraquezas, com vitórias e derrotas... Convencionei viver a minha existência orientado pelas regras que julguei serem as mais acertadas... Agora já nem sei...

Fecho os olhos, respiro fundo, e vou debitando no meu caderno de desabafos este rol de pensamentos... E rezando para que continues, agora e sempre, no outro lado do espelho...

22 Fevereiro 2010

Dá-me um abraço...

"Dá-me um abraço - disseste-me - tenho frio e preciso que me aqueças..."

Olhei-te nos olhos, sorri-te e envolvi o teu corpo nos meus braços, sentindo a tua pele contra a minha... O teu corpo transpirava calor e pensei que eras tu que me aquecias...

Deixei o perfume dos teus cabelos invadir os meus sentidos e queimar-me a alma, marcando as minhas memórias de ti, como um lume que arde e não se vê.

O teu corpo, envolvido pelos meus braços, repousou então em paz, tranquilo, sem mácula e sem culpa...

"Dá-me um abraço" - disseste-me... Ou fui eu que imaginei as tuas palavras, como música nos meus ouvidos?